Mãe

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O PREÇO DA LIBERDADE...*


A forma como o aborto é tratado (todo mundo é a favor, menos os "tolinhos") é prova de como o sexo e as meninas são artigo vendido às dúzias nas feiras de periferia. É isso aí: mulher fácil é mulher barata. Tem mais mulher do que homem no mundo (não estou seguro dessa informação, mas todo mundo diz que sim, principalmente as mulheres solitárias) e, com a liberação delas, o preço ainda caiu mais. A melhor coisa que existe para um cara que quer uma mulher barata é que ela pague suas contas.
Alguém precisa parar de mentir e avisar para essas meninas que a vida é uma chacina cotidiana. Que o envelhecimento chega sem que você espere, que o mundo fica repetitivo com o tempo, que as pessoas ficam previsíveis e que sexo fácil é sempre sexo sem amor. Avisem a elas que o amor é raro, difícil, caro, duro de encontrar, morre fácil, porque é sempre mal-adaptado num ambiente mais afeito a baratas do que a seres humanos.
Enfim, que uma das lutas contínuas da civilização é contra a indiferença porque homens e mulheres não são especiais e existem às dúzias por aí, a gargalhadas, como bonecos de cera sem graça.

Folha de S. Paulo (03 de maio de 2010)
(Luiz Felipe Pondé)

Pobreza de Sentimentos!




”O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente, segundo os cientistas e pesquisadores, para todos; existe riqueza mais que de sobra para todos.
É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo.
O aborto pode ser combatido mediante a adoção.
Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim.
Não rejeitarei uma só delas. 

Encontrarei uns pais para elas.
Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer:
nem o pai, nem a mãe, nem o estado, nem o médico.
Ninguém. 

Nunca, jamais, em nenhum caso.
Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em
fazer que as pessoas vivessem, todos os seres humanos
vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes.
Um país que permite o aborto é um país muito pobre,
porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza.”


(Madre Teresa de Calcutá)

SEQUELAS DE UM ABORTO NA ADOLESCÊNCIA*


O aborto provocado é uma das principais causas de morbi-mortalidade materna em países onde existem restrições legais ao aborto, especialmente quando são realizados por pessoal não qualificado. As mulheres que não morrem podem ter complicações graves, como hemorragia, septicemia, peritonite e choque. Outras podem ter seqüelas físicas, como problemas ginecológicos e infertilidade, assim como maior chance de complicações em gestações subseqüentes.

Apesar da falta de informações confiáveis, por suas conseqüências, e de ser uma das principais causas de internação hospitalar, existe o consenso de que o aborto provocado é um problema de saúde pública. No Brasil as estimativas mais recentes variam de 730 a 940 mil abortos anuais e o risco de morte ou lesões permanentes como seqüelas do aborto clandestino depende não só da clandestinidade em si, mas principalmente do poder aquisitivo da mulher. Não são as mulheres que freqüentam clínicas sofisticadas que engrossam as estatísticas de mortalidade por aborto, e sim aquelas cuja qualidade de vida já está marcadamente prejudicada pela dificuldade de acesso a alimentação, educação e cuidados básicos de saúde e que recorrem a medidas de alto risco ou se automedicam com drogas abortivas .

A administração de misoprostol vem crescendo rapidamente no País desde 1990. Alguns autores atribuem a essa substância conseqüências bastante desastrosas, desde malformações fetais até mortes maternas por ruptura uterina. Entretanto, a impressão clínica é de que houve redução de complicações graves pós-aborto, desde que seu uso passou a ser mais amplamente difundido .

Na ausência de uma oferta efetiva de meios contraceptivos no País, as políticas públicas em relação à saúde reprodutiva deixam a desejar: a esterilização abusiva de mulheres cada vez mais jovens, o uso de contraceptivos sem orientação médica e o aborto ilegal podem ser considerados exemplos de modernidade perversa na reprodução humana, com efeitos nocivos presumidos, mas ainda não investigados sobre a morbi-mortalidade feminina 8. A política de direitos reprodutivos que deveria ter sido instituída pelo sistema de saúde desde 1983 não ocorreu até 1997, apesar da Constituição Federal de 1988 colocá-la como um direito básico do cidadão 9,10. Ainda hoje a oferta de contraceptivos é inadequada no Sistema Único de Saúde (SUS) . Como resultado, temos que, para muitas mulheres e adolescentes, faltam as condições sociais, culturais e políticas para ter arbítrio sobre a própria fertilidade. Isso é preocupante, porque a mesma atividade que põe a mulher em risco de uma gravidez não planejada também aumenta o risco de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a AIDS.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA*

Para algumas adolescentes a gravidez realização e felicidade, mas para a maioria delas significa momento de tristeza, medo e até mesmo desespero, pois o filho não estava nos seus planos e o aborto se apresenta como única saída. Este estudo retrospectivo objetivou traçar o perfil epidemiológico das adolescentes internadas que se submeteram a curetagem, no Hospital Geral Clériston Andrade em Feira de Santana-Bahia, no período de janeiro/1995 a dezembro/1997. Os resultados demonstraram a necessidade de trabalho educativo como forma de prevenção da gravidez indesejada.

UNITERMOS: gravidez na adolescência
Abuso sexual...
A fase de adolescência é caracterizada por etapas de desenvolvimento físico, mental, emocional e social, passando de uma fase de dependência socioeconômica total a outra de relativa independência. Sabe-se que a transição da infância para a fase adulta é um processo lento; no entanto, se uma adolescente engravida, esta fase é transposta aos saltos, quando ainda está se adaptando às transformações que estão ocorrendo em seu corpo.
A sociedade comporta-se de maneira contraditória, quando considera importante que o jovem exerça a liberdade sexual no momento que desejar e exalta a satisfação de todo ou qualquer desejo, porém a exaltação do prazer fica restrita às relações sexuais e o erotismo tem sido utilizado como meio de venda de produtos do prazer físico e a aquisição destes representa status social. Outras formas de prazer, que contribuiriam para o crescimento intelectual da adolescente, na maioria das vezes não são citadas. No entanto, nesta mesma sociedade, os valores modernos difundidos são os de percepção do amor em lugar da maternidade, como base de casamento, escolha individual e subjetiva do parceiro, maternidade retardada, estudo e trabalho fora do lar, que vem exigindo cada vez melhores qualificações. O aborto só é considerado útil enquanto a gravidez não se tornou pública. Desta maneira, a sociedade não oferece garantias para o exercício da sexualidade das adolescentes nem as adolescentes são conscientizadas das conseqüências que a sua liberdade sexual pode trazer, tendo tudo para se tornar traumática.
A sexualidade masculina e feminina construída socialmente cria estereótipos em que a sexualidade masculina é reconhecida como incontrolável, cheia de permissões e incentivos, e a sexualidade feminina é recheada de cobranças e restrições, devendo ser despertada e estar subordinada à vontade do homem. A ideologia responsabiliza a mulher e exime os homens de qualquer responsabilidade na questão da contracepção e da maternidade. A idéia que predominava e que ainda persiste é a responsabilização da mulher pela gravidez, mesmo nos casos de violência sexual ou risco de vida.