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Mãe
segunda-feira, 2 de abril de 2012
ORIENTAÇÃO FAMILIAR...
O objetivo é mostrar
o papel da família na vida sexual dos
adolescentes.
Foram comparados, através de questionários, que adolescentes
do sexo feminino que tinham atividade sexual com as que não tinham, que usavam
anticoncepcionais com as que não usavam e as que engravidaram com as que não
engravidaram.
Os resultados da primeira pesquisa foram:
-as adolescentes que tinham menos probabilidade de ter
atividade sexual eram as que conversavam freqüentemente com suas mães, não tinham nenhuma
irmã que ficou grávida solteira e suas mães
eram casadas quando engravidaram pela primeira vez;
-as adolescentes que usaram anticoncepcionais conversavam com suas mães sobre sexo
e suas mães não engravidaram solteiras.
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Jovens adolescentes necessitam da orientação da família.
Todas as dúvidas do filho ou filha, devem ser esclarecidas pelos pais, irmãos ou irmãs mais velhos no caso da falta dos pais.
Todas as dúvidas do filho ou filha, devem ser esclarecidas pelos pais, irmãos ou irmãs mais velhos no caso da falta dos pais.
Família estruturada não é sinônimo de família rica ou com educação superior...
Nos dias atuais,a mídia nos fornece todo tipo de informação para orientar os pais, à evitarem que seus filhos cometam deslizes que fatalmente irá influenciar negativamente em seu futuro, seja, social ou psicológico.
A conscientização sobre sexo, bebida, drogas que podem resultar numa gravidez precoce, é dever dos pais,é assunto de família e deve ser tratado com o maior carinho e interesse!
Cuide do futuro do seu filho(a)
Cuide do futuro do seu filho(a)
A vida agradece!!! Meu carinho...Célia*
FATORES ...
Há diversos fatores que influenciam em suas decisões de
iniciar a atividade sexual.
Eles observaram que:
-os homens são mais influenciados pelo aumento da
auto-estima que o sexo
proporciona e portanto têm mais atividade sexual orientada
pela gratificação de seus impulsos sexuais;
-as mulheres são motivadas a ter relação sexual investindo
na possibilidade do casamento;
-quanto mais inteligente o jovem, menos provavelmente ele
vai ter atividade sexual por uma gratificação egocêntrica e mais provavelmente terá
sexo no contexto de um
relacionamento amoroso íntimo;
-quanto mais jovem e quanto mais baixo o nível
sócio-econômico, mais influenciado pelo aumento da
auto-estima norelacionamento sexual;
-quanto mais religioso o jovem, mais importante é para ele a
opinião dos pais e dos
líderes religiosos e é menos influenciado por uma
gratificação egocêntrica.
-Fatores que influenciam a atividade sexual
-Fatores que influenciam a atividade sexual
Devido às conseqüências funestas do aumento da atividade
sexual na adolescência e
sua precocidade, muitas pesquisas foram desenvolvidas no
intuito de compreender esse
fenômeno.
Parece provável que diversos fatores interferem no
desenvolvimento e expressão da sexualidade:
fatores biológicos, experiências precoces
com intimidade, afeto, atitudes parentais, influência do meio ambiente, etc.
Os resultados mostraram que 80% dos jovens de ambos os
sexos, no curso universitário, já tinham atividade sexual.
Analisando-se a transição entre a virgindade e a
não-virgindade, observou-se que as virgens, que tiveram
intercurso sexual no ano seguinte,comparadas com as que não tiveram, tenderam a ter um alto
grau de independência, tinham menos expectativas de realizações, eram mais tolerantes a
desvios de comportamento, eram
menos religiosas, tinham amigos cujos pontos de vista concordam menos com os dos pais,tinham pais que desaprovavam menos e amigos que serviam como modelos de desvio de comportamento.
Observou-se também que o uso de maconha e álcool estava
significativamente associado à "perda da
virgindade".
Noventa e seis por cento dos homens não-virgens e oitenta e
nove por cento das mulheres não-virgens bebiam regularmente bebidas alcoólicas.
Foi encontrado que o início da atividade sexual estava
associado ao aumento da delinquência e menor aproveitamento escolar.
Foi visto
também que o início precoce da atividade sexual estava associado a mais
problemas de comportamento na infância,
uso precoce de álcool e altos níveis de comportamento pré-adolescente
anti-social.
Hipóteses como falta de orientação aos jovens na família e na escola, sobre
sexualidade, e estímulo sexual através da mídia, são sempre levantadas para
explicar o aumento da atividade sexual na adolescência.
Algumas pesquisas
indicam que os adolescentes cujos pais conversam com eles sobre sexo e outros
assuntos postergam a atividade sexual e, quando a iniciam, usam preservativos
de forma mais efetiva.
CONSCIENTIZAÇÃO...
- Sexualidade precoce e suas conseqüências
-A precocidade e o aumento da atividade sexual
Tem sido observado nos últimos cinqüenta anos um aumento
dramático na atividade
sexual na adolescência, com conseqüente aumento no número de
gestações e na prevalência
de doenças sexualmente transmissíveis.
A partir da década de
30 começou a haver algumas mudanças. O amor passou a ser valorizado
sob todos os aspectos, principalmente o sexual, ainda que a
sexualidade continuasse vinculada à procriação.
Porém a opinião pública mostrava-se mais
tolerante em relação à sexualidade pré-nupcial, desde que os noivos se amassem e quisessem
levar uma vida a dois, mas continuava a reprovar as mães solteiras.
Os costumes, aos
poucos, vão se modificando, o
anti-concepcional feminino se generaliza e a sexualidade se
dissocia da procriação.
A idade da primeira relação sexual vem diminuindo no
decorrer dos anos. Entre 1938 e 1950 aproximadamente 7% das mulheres brancas nos EUA
tinham atividade sexual aos dezesseis anos .
Em 1960, 20% dos homens e 12% das mulheres
de 15 a 19
anos tinham atividade sexual. Na década de 70 esse percentual subiu para 55% para os homens e 46% para as mulheres .
Setenta por cento dos jovens
americanos aos dezoito anos já tiveram relações sexuais e metade deles não usa
preservativo. Praticamente cem por cento não usa camisinha na primeira relação
sexual.
A iniciação sexual na adolescência funciona como um rito de passagem da infância para a
idade adulta.
Muitas são as razões relatadas pelos adolescentes para
iniciar o sexo: curiosidade, urgência física, pressão grupal, prova de amor ao
parceiro, expressão de rebelião parental, social ou religiosa.
Um levantamento
sobre sexualidade, através de
entrevistas, com 4611 adolescentes americanas, de quinze a dezenove
anos. Noventa e dois por cento delas eram solteiras. Observou-se que, aos
quinze anos, 14% já tinham tido relação sexual e, aos dezenove anos, esse
percentual subiu para 46%.
A proporção de atividade sexual foi menor quanto
maior o status sócio-econômico e foi maior nas regiões metropolitanas do que na
área rural .
Netting (1992) realizou uma pesquisa entre estudantes
canadenses sobre comportamento sexual,
em 1980 e repetiu-a em 1990. Foi aplicado um questionário em 118
estudantes em 1980 e em 314 em 1990, no mesmo
local. Os resultados dos questionários foram comparados e analisados
estatisticamente.
A principal mudança da década foi a diminuição da virgindade
feminina, que baixou de 41% para 21%. Entre os estudantes sexualmente ativos, a
média de idade do primeiro intercurso não mudou: aproximadamente 16 anos para
os homens e 17 anos para as mulheres. Essa pesquisa, entretanto, não explica
quais os fatores envolvidos na diminuição da virgindade feminina nesta década.
Observou-se também diminuição da virgindade na adolescência,
na pesquisa feita, no Canadá.
Foi feito um levantamento
sobre sexualidade em uma escola secundária com 200 rapazes e 250 moças de 15 a
20 anos de idade.
Observou-se que 58.3% já tinham tido relação sexual, com
média de idade de 16,5 anos.
Em 1976, a percentagem era de 48,2%, com média de
idade de 17,3 anos.
Na França, os
valores se inverteram em relação à virgindade.
Hoje, segundo Dolto (1988), as
meninas que já tiveram relação sexual são mais valorizadas .
Uma pesquisa brasileira sobre o comportamento sexual do
jovem universitário foi feita em Porto Alegre por Souza.
Seiscentos e
oitenta e dois jovens de 16 a 22 anos responderam a um questionário fechado.
Observou-se que:
-55,3% das mulheres e 91,7% dos homens já tinham tido
relações sexuais genitais;
-em 93,9% das mulheres e em 99,6% dos homens as relações
sexuais foram pré-
matrimoniais;
-a idade média da primeira relação sexual foi de 17 anos nas
mulheres e de 15 anos
entre os homens.
Foi realizado pela BENFAM inquérito sobre a saúde
reprodutiva e sexualidade do
jovem de ambos os sexos em três grandes centros urbanos
brasileiros: Rio de Janeiro, Curitiba e Recife.
Foram feitas entrevistas domiciliares com jovens de 15 a 24 anos.
Os resultados mostraram que 70% dos homens e 42% das mulheres do Rio de
Janeiro, 38% das de Curitiba
e 25% das de Recife tiveram relação sexual antes de casar. A
maioria das mulheres tiveram intercurso com o namorado ou noivo e 50% dos homens com
amigas.
Um levantamento das características psicossexuais de
calouros universitários foi feito na UNICAMP.
Foram utilizados questionários com 45 itens de
múltipla escolha.
Duzentos e quarenta estudantes responderam ao questionário.
Eles
evidenciaram que 44% dos jovens já tinham tido relação sexual: 28% deles com menos de dezesseis
anos, 45% entre 17 e 18 anos e 27% com 19 anos ou mais.
No Rio de Janeiro, Doering, realizou pesquisa com cem
adolescentes do sexo feminino.
Cinqüenta delas foram atendidas em serviço
público e cinqüenta em consultório particular.
Foi feito um questionário com 24 perguntas, abertas e
fechadas.
Observou-se que a idade média de início da atividade sexual das atendidas na
clínica privada foi de 17,02 anos e, entre as atendidas no serviço público,
a média foi de 14,94 anos.
Esses dados são indicativos da influência de fatores sócio-econômicos
no início da atividade sexual.
No estado de São Paulo, entre 1970 e 1980 a proporção de
mães de 15 anos aumentou 300% e as de 16 anos 126%.
No hospital universitário da
UNICAMP, houve uma redução na freqüência de partos entre adolescentes com 19 anos ou menos
no período de 1977 a 1990.
Porém houve um aumento de 12.2% de partos entre gestantes de 16 anos ou menos.
Esses dados apontam um possível "rejuvenescimento" na
idade de parturição na adolescência.
Ou seja, as adolescentes estão
iniciando a atividade sexual provavelmente mais cedo, apesar de várias
pesquisas epidemiológicas demonstrarem um aumento da atividade sexual na
adolescência.
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