Mãe

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

CONSCIENTIZAÇÃO...



- Sexualidade precoce e suas conseqüências
-A precocidade e o aumento da atividade sexual
Tem sido observado nos últimos cinqüenta anos um aumento dramático na atividade
sexual na adolescência, com conseqüente aumento no número de gestações e na prevalência
de doenças sexualmente transmissíveis.
 A partir da década de 30 começou a haver algumas mudanças. O amor passou a ser valorizado
sob todos os aspectos, principalmente o sexual, ainda que a sexualidade continuasse vinculada à procriação. 
Porém a opinião pública mostrava-se mais tolerante em relação à sexualidade pré-nupcial, desde que os noivos se amassem e quisessem levar uma vida a dois, mas continuava a reprovar as mães solteiras. 
Os costumes, aos poucos, vão se modificando, o
anti-concepcional  feminino se generaliza e a sexualidade se dissocia da procriação.
A idade da primeira relação sexual vem diminuindo no decorrer dos anos. Entre 1938 e 1950 aproximadamente 7% das mulheres brancas nos EUA tinham atividade sexual aos dezesseis anos . 
Em 1960, 20% dos homens e 12% das mulheres de 15 a 19
anos tinham atividade sexual. Na década de 70  esse percentual subiu para 55% para os homens e 46% para as mulheres . 
Setenta por cento dos jovens americanos aos dezoito anos já tiveram relações sexuais e metade deles não usa preservativo. Praticamente cem por cento não usa camisinha na primeira relação sexual. 
A iniciação sexual na adolescência funciona  como um rito de passagem da infância para a idade adulta.
Muitas são as razões relatadas pelos adolescentes para iniciar o sexo: curiosidade, urgência física, pressão grupal, prova de amor ao parceiro, expressão de rebelião parental, social ou religiosa. 
Um levantamento sobre sexualidade, através de  entrevistas, com 4611 adolescentes americanas, de quinze a dezenove anos. Noventa e dois por cento delas eram solteiras. Observou-se que, aos quinze anos, 14% já tinham tido relação sexual e, aos dezenove anos, esse percentual subiu para 46%.
 A proporção de atividade sexual foi menor quanto maior o status sócio-econômico e foi maior nas regiões metropolitanas do que na área rural .
Netting (1992) realizou uma pesquisa entre estudantes canadenses sobre comportamento sexual,  em 1980 e repetiu-a em 1990. Foi aplicado um questionário em 118 estudantes em 1980 e em 314 em 1990, no mesmo  local. Os resultados dos questionários foram comparados e analisados estatisticamente. 
A principal mudança da década foi a diminuição da virgindade feminina, que baixou de 41% para 21%. Entre os estudantes sexualmente ativos, a média de idade do primeiro intercurso não mudou: aproximadamente 16 anos para os homens e 17 anos para as mulheres. Essa pesquisa, entretanto, não explica quais os fatores envolvidos na diminuição da virgindade feminina nesta década.
Observou-se também diminuição da virgindade na adolescência, na pesquisa feita, no Canadá. 
Foi feito um levantamento sobre sexualidade em uma escola secundária com 200 rapazes e 250 moças de 15 a 20 anos de idade. 
Observou-se que 58.3% já tinham tido relação sexual, com média de idade de 16,5 anos. 
Em 1976, a percentagem era de 48,2%, com média de idade de 17,3 anos.  
Na França, os valores se inverteram em relação à virgindade. 
Hoje, segundo Dolto (1988), as meninas que já tiveram relação sexual são mais valorizadas .
Uma pesquisa brasileira sobre o comportamento sexual do jovem universitário foi feita em Porto Alegre por Souza.
 Seiscentos e oitenta e dois jovens de 16 a 22 anos responderam a um questionário fechado. Observou-se que:
-55,3% das mulheres e 91,7% dos homens já tinham tido relações sexuais genitais;
-em 93,9% das mulheres e em 99,6% dos homens as relações sexuais foram pré-
matrimoniais;
-a idade média da primeira relação sexual foi de 17 anos nas mulheres e de 15 anos
entre os homens.
Foi realizado pela BENFAM inquérito sobre a saúde reprodutiva e sexualidade do
jovem de ambos os sexos em três grandes centros urbanos brasileiros: Rio de Janeiro, Curitiba e Recife. 
Foram feitas entrevistas domiciliares  com jovens de 15 a 24 anos. 
Os resultados mostraram que 70% dos homens e 42% das mulheres do Rio de Janeiro, 38% das de Curitiba
e 25% das de Recife tiveram relação sexual antes de casar. A maioria das mulheres tiveram intercurso com o namorado ou noivo e 50% dos homens com amigas.
Um levantamento das características psicossexuais de calouros universitários foi feito na UNICAMP. 
Foram utilizados questionários com 45 itens de múltipla escolha. 
Duzentos e quarenta estudantes responderam ao questionário. 
Eles evidenciaram que 44% dos jovens já tinham tido relação sexual: 28% deles com menos de dezesseis anos, 45% entre 17 e 18 anos e 27% com 19 anos ou mais.
No Rio de Janeiro, Doering, realizou pesquisa com cem adolescentes do sexo feminino. 
Cinqüenta delas foram atendidas em serviço público e cinqüenta em consultório particular.
Foi feito um questionário com 24 perguntas, abertas e fechadas.
Observou-se que a idade média de  início da atividade sexual das atendidas na clínica privada foi de 17,02 anos e, entre as atendidas no serviço público, a média foi de 14,94 anos. 
Esses dados são indicativos da influência de fatores sócio-econômicos no início da atividade sexual.
No estado de São Paulo, entre 1970 e 1980 a proporção de mães de 15 anos aumentou 300% e as de 16 anos 126%. 
No hospital universitário da UNICAMP, houve uma redução na freqüência de partos entre adolescentes com 19 anos ou menos no período de 1977 a 1990.
Porém houve um aumento de 12.2% de partos  entre gestantes de 16 anos ou menos. 
Esses dados apontam um possível "rejuvenescimento" na idade de parturição na adolescência. 
Ou seja, as adolescentes estão iniciando a atividade sexual provavelmente mais cedo, apesar de várias pesquisas epidemiológicas demonstrarem um aumento da atividade sexual na adolescência.