Mãe

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quarta-feira, 14 de março de 2012

MÉDICOS PELO NÃO.


1. Como médicos, sabemos que o feto de 10 semanas é não só um ser humano como apresenta já os seus órgãos e tecidos diferenciados, encontrando-se em crescimento e desenvolvimento que levará ao nascimento de uma criança, se a doença ou o abortamento não provocarem a sua morte.

2. Como médicos, temos um compromisso radical e irrenunciável com a vida e a sua defesa: a vida de qualquer ser humano, independentemente da sua condição e idade. Por isso respeitamos a vida intra-uterina.

3. Como médicos, aderimos voluntariamente ao compromisso ético milenar, consignado no Juramento de Hipócrates, que nos ensina a respeitar a vida e a não praticar o aborto.

4. Como cidadãos, entendemos que representará um retrocesso na evolução do Direito deixar de considerar crime um ato que represente um atentado à vida humana, já que a vida é o primeiro direito fundamental e valor a proteger. Isto não impede que, por razões sociais e psicológicas relevantes (aliás reconhecidas na usual não condenação nos tribunais), seja apenas isenta de pena a mulher que pratica ou deixa praticar em si o crime de aborto, desde que nela se concretizem as razões acima referidas.

5. Como médicos e cidadãos, não podemos concordar que vidas inocentes e valiosas sejam sacrificadas por decisão única de suas mães, uma vez que ninguém pode dispor livremente da vida de outrem.

Médicos pelo «não» ao aborto lançam desafio: 
«É preciso que mais crianças nasçam e não que sejam mortas»  
 
Chama-se «Somos Médicos por isso não» e intervém com argumentos científicos. O único movimento contra o aborto constituído apenas por médicos e estudantes de medicina, garante que às 10 semanas, o coração bate, o feto já reage a estímulos exteriores e a maior parte dos órgãos estão formados. «A partir do momento da fecundação forma-se o genoma humano, único e irrepetível», afirmam.

Mesmo que o "sim" ganhe, os profissionais lembram que o aborto clandestino «não vai acabar» e que as mulheres vão continuar a ser julgadas em tribunal. 
 



Isabel Guerreiro