Mãe

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sábado, 12 de novembro de 2011

CONSEQUÊNCIAS PARA O RESTO DA VIDA


CONSEQUÊNCIAS PARA O RESTO DA VIDA DE MÃES QUE ABORTARAM: 

As mulheres que abortaram tinham um agrupamento de sintomas psicológicos que ocorrem com muito mais frequência do que entre as mulheres que não abortam. Esses sintomas incluem perturbações mentais ou flashback (63%), tentativas de suicídio (28%), crises histéricas (51%), perda de autoconfiança e de auto-estima (82%), irregularidades nos hábitos de comer, tais como anorexia ou bulimia (39%), uso ilegal de drogas (41%) e perda do prazer durante a relação sexual (59%). Muitas sentem a sensação de um vazio interior, mesclado de sentimento de culpa consciente e inconsciente. 
"Efeitos psicológicos são também muito reais. As mulheres sofrem de PAS (Síndrome Pós-Aborto). Elas experimentam o "luto incluso"; ou seja, uma dor que contamina o seu interior como um pus porque elas e outros negam que uma morte real ocorreu. Por causa desta negação, o luto não pode propriamente existir, mesmo assim a dor da perda ainda está lá. Muitas têm flashbacks da experiência do aborto, pesadelos sobre o bebê, e até mesmo sofrimento no aniversário da morte. Uma mulher testemunhou que ela ainda sofre pelo aborto feito a 50 anos atrás! Ninguém preocupado com a mulheres pode responsavelmente ignorar estes fatos.
Muitas mães perdem a vida durante a operação ou depois, devido a intensas hemorragias e infecções (nem sempre as clínicas e os equipamentos são esterilizados e limpos). Algumas ficam estéreis, outras são vítimas de câncer. Existem aquelas que perdem o útero, não podendo engravidar mais. 
As mortes por abortamento, em sua maioria, são de solteiras ou separadas judicialmente; a Razão de Mortalidade Materna (RMM) por abortamento, para as negras (pardas e pretas), é de 11,28/100 mil nascidos vivos, duas vezes a RMM para as brancas. São dados claros mostrando que as seqüelas são muito maiores para a população de baixa renda/escolaridade. Fica evidente também que o Estado brasileiro gasta, com a legislação vigente, um considerável montante de dinheiro. Não há, portanto razões para afirmar-se que uma eventual modificação da legislação punitiva exigirá um investimento grande. Ele já é realizado atualmente.