Mãe

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domingo, 29 de abril de 2012

Doenças sexualmente transmissíveis



-Doenças sexualmente transmissíveis, câncer cervical, 
anticoncepção 

A conseqüência mais marcante e concreta do aumento da atividade sexual na 
adolescência é o aumento do número de gestações e cada vez em idades mais precoces. Porém 
outras conseqüências também se impõem nos dias de hoje como as doenças sexualmente transmissíveis, em especial a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). 
A precocidade e a freqüência da atividade sexual é responsável por esse aumento nas 
doenças sexualmente transmissíveis (DST). 
A mudança do epitélio cervical uterino durante a adolescência aumenta o risco de 
DST. Abaixo dos 25 anos, o risco de uma infecção viral ginecológica se transformar em câncer
é quarenta vezes maior que acima dessa idade. Estudos mostram que meninas que iniciam o sexo precocemente e com mais de um parceiro têm maior probabilidade de adquirir DST, doença pélvica 
inflamatória e displasia e câncer de colo uterino
O comportamento sexual na adolescência também tem sido visto como um fator de 
risco para a disseminação do vírus da AIDS. A maioria dos casos de AIDS na adolescência é 
adquirida através de contato heterossexual, diferentemente dos adultos e uma grande 
percentagem deles é assintomática. O padrão sexual na população adolescente 
difere da dos adultos, com alta percentagem de aventuras sexuais, com menor uso de 
anticonceptivos. 
O aumento das DST entre adolescentes suscitou diversas pesquisas. 
 A sociedade americana tem investido maciçamente em educação sexual e 
anticonceptiva, visando diminuir a prevalência de gravidez e de DST na adolescência, sem 
resultados satisfatórios. Variadas pesquisas demonstram esse fato, pois o uso de 
anticonceptivos pelos adolescentes sexualmente ativos continua sendo muito baixo. Algumas 
desconhecem fundamentos de anatomia, reprodução e anticoncepção. Outras não usam 
porque as relações sexuais não são programadas e muitas sentem culpa do que estão fazendo e 
usar anticonceptivos seria atestar sua vida sexual.
A maioria das pesquisas realizadas, sobre o uso de anticonceptivos pelos adolescentes, 
revela que o desconhecimento sobre anticoncepção não é a razão mais importante para o seu 
baixo uso.A razão mais comum de as jovens não usarem anticonceptivos é o fato de elas não acreditarem que a gravidez vá ocorrer com elas, isso acontece devido à falta de pensamento operacional formal neste período da vida. De acordo com Piaget, é na passagem da infância para a idade adulta 
que adquirimos a capacidade de pensar em termos hipotéticos, a prever as conseqüências de 
nossos atos. Muitas adolescentes ainda não adquiriram essa capacidade e agem como se não 
soubessem que, expondo-se a comportamentos de risco, podem sofrer as conseqüências funestas destes.