-Doenças sexualmente transmissíveis, câncer cervical,
anticoncepção
A conseqüência
mais marcante e concreta do aumento da atividade sexual na
adolescência é o
aumento do número de gestações e cada vez em idades mais precoces. Porém
outras
conseqüências também se impõem nos dias de hoje como as doenças
sexualmente transmissíveis, em
especial a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
A precocidade e a
freqüência da atividade sexual é responsável por esse aumento nas
doenças sexualmente
transmissíveis (DST).
A mudança do
epitélio cervical uterino durante a adolescência aumenta o risco de
DST. Abaixo dos 25
anos, o risco de uma infecção viral ginecológica se transformar em câncer
é quarenta vezes
maior que acima dessa idade. Estudos mostram que meninas que iniciam o
sexo precocemente e com mais de um parceiro têm maior probabilidade de
adquirir DST, doença pélvica
inflamatória e
displasia e câncer de colo uterino
O comportamento
sexual na adolescência também tem sido visto como um fator de
risco para a
disseminação do vírus da AIDS. A maioria dos casos de AIDS na adolescência
é
adquirida através
de contato heterossexual, diferentemente dos adultos e uma grande
percentagem deles
é assintomática. O padrão sexual na população adolescente
difere da dos
adultos, com alta percentagem de aventuras sexuais, com menor uso de
anticonceptivos.
O aumento das DST
entre adolescentes suscitou diversas pesquisas.
A sociedade
americana tem investido maciçamente em educação sexual e
anticonceptiva,
visando diminuir a prevalência de gravidez e de DST na adolescência, sem
resultados
satisfatórios. Variadas pesquisas demonstram esse fato, pois o uso de
anticonceptivos
pelos adolescentes sexualmente ativos continua sendo muito baixo. Algumas
desconhecem
fundamentos de anatomia, reprodução e anticoncepção. Outras não usam
porque as relações
sexuais não são programadas e muitas sentem culpa do que estão fazendo e
usar
anticonceptivos seria atestar sua vida sexual.
A maioria das
pesquisas realizadas, sobre o uso de anticonceptivos pelos adolescentes,
revela que o
desconhecimento sobre anticoncepção não é a razão mais importante para o
seu
baixo uso.A razão
mais comum de as jovens não usarem anticonceptivos é o fato de elas não
acreditarem que a gravidez vá ocorrer com elas, isso acontece devido à
falta de pensamento operacional formal neste período da vida. De acordo com
Piaget, é na passagem da infância para a idade adulta
que adquirimos a
capacidade de pensar em termos hipotéticos, a prever as conseqüências de
nossos atos.
Muitas adolescentes ainda não adquiriram essa capacidade e agem como se
não
soubessem que,
expondo-se a comportamentos de risco, podem sofrer as conseqüências funestas
destes.
