SEXUALIDADE
Ela está presente desde os primórdios da vida.
Impulsos e manifestações sexuais podem ser constatados através
da observação de fetos, bebês e crianças. Imagens ultrassonográficas de
grávidas, a partir da décima-sétima semana de gestação,
já mostram ereção peniana nos meninos.
As meninas desde o nascimento apresentam lubrificação vaginal.
Segundo Freud, o recém-nato já chega ao mundo com a sua sexualidade.
Sensações sexuais acompanham o seu desenvolvimento durante o período de
amamentação e na época infantil.
O ato de chupar, morder, reter e eliminar o conteúdo fecal e a
manipulação dos órgãos genitais, são todos carregados de sensações eróticas.
Mas é somente com a chegada da puberdade, com o desenvolvimento físico, que o ser
humano se torna apto a efetivamente concretizar a sua sexualidade plena, através do ato
sexual genital propriamente dito, que permite ao ser, tanto obter um prazer erótico como
procriar. O surgimento do interesse sexual é concomitante ao surgimento dos caracteres
sexuais secundários. Esse interesse é influenciado pelas profundas alterações hormonais desse
período da vida e pelo contexto psicossocial (Katchadourian, 1980).
O prazer resultante do ato sexual diferencia o Homem do restante dos animais. Ele é o
único ser que, objetivamente, pode ter relação sexual só pelo prazer e não com finalidade
reprodutiva. Na adolescência, torna-se evidente que a atividade
sexual não é só para reprodução e serve para dar prazer. O Homem consegue
dissociar a função prazer da função reprodução. Este fenômeno nunca foi demonstrado
convincentemente em nenhum dos animais estudados em condições naturais.
Edward O. Wilson (1981) diz que:
"O sexo é básico para a biologia humana; é um fenômeno
multiforme que permeia todos os aspectos de nossa existência e
assume novas formas a cada passo no ciclo da vida. Sua
complexidade e ambiguidade são devidas ao fato de o sexo não ter na reprodução o seu objetivo primordial".
