Mãe

Mãe

sábado, 21 de abril de 2012

Um Olhar do Paraíso (ASSISTA)






Infância interditada:  Um relato de abuso sexual. 


Hellen Giordana Rossi


Ana Marcília Pereira Nogueira Pinto  
Estela Patriota 
Giovana Kreuz 
Márcia Salete Engel Silva  
Ricardo José Deves  


Resumo: Os casos de adolescentes estupradas cresce assustadoramente em todo país. Tal 
número, comprovado por pesquisas estatísticas, têm intrigado e preocupado os diversos 
profissionais que atuam nas áreas Sociais e da Saúde. O fato de serem os pais biológicos os 
primeiros abusadores sexuais dentro das famílias em todas as classes sociais, aponta para 
uma demanda urgente, com a importância de intervir ou ao menos não escusar-se à dor 
física e emocional que circula a vida destas meninas. Crianças e adolescentes vitimadas 
pelo abuso, são comprometidas em sua formação afetiva e sexual, prejudicadas em seu 
desenvolvimento intelectual e impedidas de prosseguirem livres do medo e do desamparo, 
tornando-se  elas o retrato de uma infância interditada pela violência. 
 É relativamente, recente a atenção específica fornecida ao quadro que vêm se instalando 
entre as famílias brasileiras, onde o predomínio do abuso sexual a crianças e adolescentes, é 
o alvo de intervenção. Novos são os dados estatísticos que apontam para os pais biológicos 
como os principais abusadores, ou pelo menos, os primeiros a abusarem sexualmente de 
suas filhas ainda jovens. Não é raro o amaziamento de pai e filha, gerando-se aí, conceitos 
inéditos de construções familiares. Isto porque, os filhos gerados desta união, trazem 
nomenclaturas denominadas de que forma? Filha + pai = casal, e seus filhos netos? 
Diante deste quadro de violência familiar é importante lembrar que 93% dos casos de abuso 
sexual e espancamento de crianças e adolescentes ocorrem dentro dos lares constituídos. 
A selvageria de tais atos aterroriza e clama por uma reflexão.