Mãe

Mãe

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aborto ilegal é a terceira causa de morte materna no Brasil








Falta de informação e
 
discriminação 

aumenta o índice de 

aborto ilegal no 

País


O aborto é um tema 

polêmico na sociedade 

brasileira, sobretudo nos

 eixos culturais, 

politícos e religiosos, que herdaram o 

conservadorismo. Ao tratar do direito de 

aborto em circunstâncias de violência 


sexual, algumas mulheres recorrem ao 

aborto ilegal ao deparar-se com o 


preconceito e falta de informação. Como 

consequência, aumenta o número de morte 

maternas no País.
No Brasil, o artigo 128 do código penal prevê


 o direito de aborto legal nos casos de 


violência sexual ou quando a gestação 


oferece graves riscos para saúde da 


gestante. Contudo, a mulher assegurada pela


 legislação sofre preconceitos, pressões, e 


pré-julgamentos.
A vítima encontra diferentes obstáculos ao 


optar pelo o aborto legal. A falta de 


informação sobre os direitos e a lei é um 


deles. Os pedidos de autorização judicial, 


como o boletim de ocorrência, laudo do 


Instituto Médico Legal (IML) e o corpo 


delito, exame para analisar evidências 


deixadas pelo criminoso complementam a 


lista de solicitações.
As exigências são muitas, apesar de algumas

 unidades públicas não disponibilizarem o 

serviço de aborto legal, o direito a 

medicamentos específicos, além de médicos 

que se negam a fazê-lo

Esses dados resultam no alto índice de 

aborto clandestino no País, totalizando a 

terceira causa de óbito materno, segundo 

relatório da Federação Internacional de 

Planejamento Familiar (IPPF). O aborto 

clandestino é um procedimento inseguro, que

 causa sequelas, esterilidade ou até mesmo, a 

morte de mulheres.
É um problema grave de várias 

ramificações. A cultura 

brasileira ainda qualifica a 

mulher como única responsável, 

o quê justifica o ato do agressor. 

As religiões possuem forte influência na 

sociedade, como Evangélicas, Judaísmo, 

Espirítimos e principalmente a Católica são

 contra o aborto, mesmo em caso de 

violência sexual. Essas instituícões 

consideram crime e assassinato o aborto.

Muitas mulheres recorrem ao aborto ilegal 


para evitar o constrangimento de duas 


grandes violências: a sexual e o preconceito 


social.

Por Kizzy Fonseca

Embora a lei defenda o aborto em caso de 

risco de vida da futura mãe e em caso de 

estupro,há que se pensar também que o feto 

é uma vida. Sendo assim,quem decidir pelo 

aborto dessa vida que se inicia,tem a 

responsabilidade dessa morte. Certamente se

 a futura mãe optar por levar a gravidez 

adiante,Deus fará sua parte em defesa 

dessas vidas! No caso do estupro,um ato 

monstruoso não pode ser resolvido com 

outro ato monstruoso. O canalha deve pagar

 por seu erro,mas o feto,essa nova vida que 

se inicia,não tem culpa de atos insanos.

Deve-se orientar a vítima com psicólogos 

para que a gravidez seja levada até o final e 

se a vítima não aceitar o bebê,deve ser 

encaminhado para adoção. Certamente 

alguém irá amar essa criança como seu 

próprio filho!

Que Deus nos ajude à tomar decisões sábias e 

sempre em defesa da "vida".


(Célia Kaczmarek)