Mãe

Mãe

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Às mulheres que já abortaram




Um pensamento especial quereria reservá-lo



 para vós, mulheres, que recorrestes ao


 aborto. A Igreja está a par dos numerosos


 condicionalismos que poderiam ter influído


 sobre a vossa decisão, e não duvida que, em


 muitos casos, se tratou de uma decisão


 difícil, talvez dramática. Provavelmente a


 ferida no vosso espírito ainda não está


 sarada. Na realidade,aquilo que aconteceu,


 foi e permanece profundamente injusto. 

Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem


 percais a esperança. Sabei, antes,


 compreender o que se verificou e


 interpretai-o em toda a sua verdade. Se não


 o fizestes ainda, abri-vos com humildade e


 confiança ao arrependimento: o Pai de toda


 a misericórdia espera-vos para vos oferecer


 o seu perdão e a sua paz no sacramento da


 Reconciliação. 

A este mesmo Pai e à sua misericórdia,


 podeis com esperança confiar o vosso


 menino. Ajudadas pelo conselho e pela


 solidariedade de pessoas amigas e


 competentes, podereis contar-vos, com o


 vosso doloroso testemunho, entre os mais


 eloquentes defensores do direito de todos à


 vida. Através do vosso compromisso a favor


 da vida, coroado eventualmente com o


 nascimento de novos filhos e exercido


 através do acolhimento e atenção a quem


 está mais carecido de solidariedade, sereis


 artífices de um novo modo de olhar a vida


 do homem.

Nota: quando eu tinha uns 8 ou 9 anos


 minha mãe engavidou e perdeu o bebê


 espontanemente, esses dias ela me disse que 


ficava pensando em como ele seria se tivesse


 nascido e falava toda saudosa e meio


 melancôlica, ele teria por volta de uns 15


 anos hoje. Agora eu fico pensando, se para


 uma mulher que sofreu aborto natural é um 


sofrimento, como seria para uma mulher que


 o induziu?